Flamengo 2026: O detalhe no Manto que a diretoria tentou esconder
Esqueça os vazamentos pixelados do Twitter. O que se discute nos bastidores da Gávea sobre o novo uniforme vai muito além da estética: é uma guerra fria entre tradição intocável e a necessidade desesperada de faturamento global.

Gávea, corredores do terceiro andar. O ar-condicionado luta contra o verão carioca de 2026, mas o clima esquenta mesmo é na sala de reuniões onde o marketing e o conselho deliberativo travam sua batalha anual. O assunto? O Manto Sagrado 2026. Se você acha que se trata apenas de escolher a grossura das listras rubro-negras, você é adoravelmente ingênuo.
Tive acesso a conversas que não deveriam sair daquele metro quadrado (mas sempre saem, porque no Flamengo o sigilo é uma lenda urbana). A Adidas, parceira de longa data, trouxe uma proposta ousada para esta temporada. O objetivo não é mais agradar apenas a torcida no Maracanã. A meta é, descaradamente, a geração TikTok e o mercado asiático.
👀 O detalhe polêmico (clique para saber)
O que ninguém te conta abertamente é o cabo de guerra sobre a tonalidade. O vermelho deste ano está, digamos, 'europeizado'. Um tom mais fechado, quase sangue coagulado, que brilha melhor nas transmissões 4K e 8K. É a tal 'identidade visual global'. Para o torcedor raiz, pode parecer que a camisa desbotou antes da primeira lavagem; para os executivos, é 'sofisticação premium'.
"Não estamos vendendo poliéster. Estamos vendendo uma licença para pertencer a uma religião. E religiões custam caro." — Ouvido de um conselheiro influente, sob anonimato, entre um café e outro.
E aqui entramos no ponto nevrálgico: o preço. A inflação do futebol não perdoa. Enquanto discutimos se a gola é V ou redonda, a estratégia de precificação para 2026 segue a lógica do luxo acessível. A camisa de jogo (a tal 'Authentic') virou artigo de colecionador, inacessível para a massa que lota a Norte. Para eles, sobra a versão 'Torcedor', com tecido inferior e escudo bordado, mas com o preço do que era a camisa pro há três anos.
Essa segmentação brutal revela como o clube se enxerga hoje. O Flamengo de 2026 não quer ser apenas o time do povo; quer ser a marca do povo, o que é sutilmente (e perversamente) diferente. A camisa nova é linda? É. Vai vender milhões? Sem dúvida. Mas cada fibra daquele tecido sintético carrega o peso de um clube que precisa decidir se sua alma mora na arquibancada de cimento ou na vitrine de um shopping em Dubai.


