Enquanto o discurso oficial vende a digitalização, o cidadão gaúcho paga uma das contas mais altas do país para navegar em um sistema que parece desenhado para travar. A eficiência é refém da arrecadação?
Sete horas de voo para voltar ao ponto de partida. O recente episódio do Paris-Chicago não é apenas um incidente logístico: é o sintoma de um mundo onde o céu, antes uma estrada aberta, tornou-se um labirinto de vidro.
Prometeram-nos um aquário de vidro, mas entregaram um labirinto de links quebrados e PDFs ilegíveis. A digitalização do Estado não matou a burocracia; apenas a tornou invisível e mais eficiente em esconder o que importa.