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Windsor: O arquivo que Charles III adoraria queimar

Eles juram que o assunto está encerrado. Mas nos corredores de St. James, o nome do Duque de York ainda provoca calafrios e sussurros nervosos. A blindagem real tem um custo, e Charles está cansado de pagar a conta.

DS
Dian Sastro
19 Februari 2026 pukul 11.033 menit baca
Windsor: O arquivo que Charles III adoraria queimar

Se você acha que o "problema Andrew" foi resolvido com um cheque multimilionário e a retirada de alguns títulos militares, você não conhece a tenacidade — ou seria a cegueira? — dos Windsor. O que a assessoria de imprensa do Palácio vende como um "afastamento da vida pública" é, na verdade, uma guerra fria doméstica que faria qualquer roteirista de Succession tomar notas.

A verdade nua e crua, que poucos ousam dizer em voz alta nos jantares de gala, é que a ascensão de Charles III mudou radicalmente a proteção que o Duque de York desfrutava. Enquanto a Rainha Elizabeth II tinha um ponto cego maternal (Andrew sempre foi o favorito, doa a quem doer), o novo Rei opera com uma calculadora numa mão e as pesquisas de popularidade na outra.

👀 Por que Andrew se recusa a sair da mansão?
A batalha pelo Royal Lodge é o símbolo dessa resistência. Andrew assinou um contrato de arrendamento de 75 anos em 2003. Ele sabe que, legalmente, tem o direito de ficar. Mas para Charles, ver o irmão desonrado vivendo numa propriedade de 30 quartos enquanto a monarquia tenta parecer "enxuta" é um pesadelo de relações públicas. A estratégia do Rei? Cortar a mesada da segurança privada. É um jogo de asfixia financeira.

O fantasma de Epstein não dorme

Engana-se quem pensa que o acordo com Virginia Giuffre comprou o silêncio eterno. Nos bastidores, a ansiedade é palpável cada vez que um novo lote de documentos judiciais dos EUA ameaça ser deslacrado. A realeza britânica sobrevive à base de mística e decoro; Andrew conseguiu dinamitar ambos.

Fontes próximas à família — aquelas que falam apenas quando garantimos anonimato absoluto — descrevem um Andrew que oscila entre a autopiedade e uma arrogância delirante. Ele realmente acredita que existe um caminho de volta. (Spoiler: não existe). Ele olha para o escândalo não como um crime moral, mas como um erro de relações públicas que pode ser "girado" com o tempo.

"William é quem realmente segura a chave da masmorra. Se dependesse apenas de Charles, talvez houvesse alguma piedade fraternal. Mas para o Príncipe de Gales, o tio é um risco existencial para o futuro da Coroa."

A blindagem está rachando?

O que ninguém te conta é o medo real de que Andrew, encurralado e sem dinheiro, comece a falar. Um livro de memórias? Uma entrevista bombástica onde ele se faz de vítima? Não duvide. Um homem que não tem nada a perder é a arma mais perigosa dentro de uma instituição que exige lealdade absoluta.

A monarquia britânica sempre operou sob a lógica de que "a roupa suja se lava em casa". O problema é que a máquina de lavar quebrou, a água vazou para a sala de estar e o Duque de York está lá, sentado no sofá, recusando-se a admitir que está molhado.

Charles III pode ter a coroa, mas enquanto Andrew estiver entrincheirado em Windsor, a sombra da impunidade continuará pairando sobre o reinado. E num mundo onde a paciência do público com privilégios herdados é cada vez mais curta, esse é um luxo que nem mesmo um Rei pode bancar por muito tempo.

DS
Dian Sastro

Jurnalis yang berspesialisasi dalam Selebriti. Bersemangat menganalisis tren terkini.