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A matemática é cruel. Enquanto você dorme, corporações lucram com os fragmentos da sua atenção. Afinal, quem é o verdadeiro dono do seu relógio?
Seu celular vibra. Outro aviso vermelho. Lá fora, apenas garoa. Por que o excesso de notificações virou um escudo jurídico para o Estado e uma armadilha mortal para a sua percepção de risco.
Esqueça o horário nobre. O maior fenômeno de audiência do Brasil acontece enquanto você dorme, transformando o Rosário em live de milhões.
Esqueça a agricultura. Nossa compulsão por checar o aplicativo de clima tem pouco a ver com colheitas e tudo a ver com a nossa incapacidade crônica de lidar com o caos.
Não é apenas entretenimento. O 'paredão da morte' revela uma sociedade viciada em extremos, onde a nuance é a primeira eliminada.
Enquanto a bateria recua e os camarotes blindados brindam, o lado de fora do sambódromo narra uma história que nenhum enredo ousou contar. O contraste nunca foi tão violento.
Esqueça as baladas ou a insônia ansiosa. Na madrugada digital, uma revolução silenciosa liderada por um padre cantor bate recordes de audiência e redefine o conceito de comunidade.
Ele não é apenas um âncora; é uma instituição que luta para não virar peça de museu. Entre a gravata impecável e o desgaste da polarização, investigamos o crepúsculo do editor-chefe mais poderoso do país.
Um site novo, um app colorido e a velha dor de cabeça. Por que a digitalização do trânsito em Pernambuco parece apenas uma gourmetização da burocracia?
Enquanto as catedrais de pedra lutam para preencher os bancos, um servidor do YouTube quase superaquece antes do amanhecer. O fenômeno não é apenas espiritual; é uma aula magistral de retenção de audiência que o Vaticano ainda tenta decifrar.
Esqueça as megaestrelas. A cultura de massa morreu e foi substituída por milhões de micro-ídolos de bairro digital. Bem-vindo à era onde seu vizinho é uma marca e a amizade é apenas uma métrica de conversão.
Ele foi dormir anônimo e acordou como um conceito. A ascensão meteórica deste nome comum revela a nova e brutal mecânica da fama: ela não premia o talento, ela sorteia vítimas.
O sorteio foi empurrado para quarta-feira de cinzas. Um atraso burocrático ou um intervalo perfeito para dissecarmos nossa dependência nacional da sorte?
Esqueça as pesquisas do Datafolha. Se você quer entender o que realmente divide o Brasil — do racismo estrutural à luta de classes —, precisa olhar para o Gshow, não para Brasília.
Enquanto a Faria Lima monitora o dólar, o Brasil profundo busca salvação no Deu no Poste. Uma análise sobre como o jogo 'ilegal' sustenta uma economia invisível de fé e desespero.
Esqueça os feriados nacionais. Para 21 milhões de famílias, o ano não tem 12 meses, tem finais de NIS. O ritmo de um país que espera o dia 18 para respirar.
Em um 2026 caótico, ler o que vai acontecer com Gerluce antes de assistir não é estragar a surpresa. É a única forma de controle que nos restou.
Enquanto pneus queimam e o trânsito para, a Vila Maria expõe a ferida aberta de Belo Horizonte: uma rodovia que deveria conectar, mas que serve de muro entre a cidade formal e os invisíveis.
Enquanto pagamos mensalidades exorbitantes por toalhas macias e shampoos de marca, um detalhe vital é varrido para baixo do deck: quem está olhando quando você mergulha? A resposta pode te aterrorizar.
A audiência compra a pureza rural, mas o algoritmo cobra juros altos. Por que insistimos em criar heróis imaculados em reality shows apenas para assistir à sua desconstrução pública?